terça-feira, 1 de agosto de 2017

À CONVERSA COM... SÓNIA MATIAS, A PROPÓSITO DA SUA "ENCERRONA" NA NAZARÉ

Sónia Matias vai actuar em solitário, no próximo Sábado, na simpática praça de toiros do Sítio da Nazaré. Após 17 anos de Alternativa, este é um desafio exigente, que tem merecido por parte da cavaleira total dedicação e compromisso para com a afición… A menos de uma semana do acontecimento, Falar de Toiros esteve à conversa com Sónia Matias:

Falar de Toiros – Com uma trajectória nas arenas que conta com 17 anos de Alternativa, a Sónia Matias decidiu este ano encerrar-se com 6 toiros. É um sonho que tinha por concretizar?
Sónia Matias – Sim, mesmo depois de 17 anos de Alternativa, continuo a ter objectivos para alcançar. Estou muito feliz por conseguir este ano concretizar este sonho, encerrar-me com 6 toiros.

FT – Quando anunciou a sua “encerrona”, que retorno sentiu por parte dos aficionados?
SM – As pessoas começaram logo a falar, e acima de tudo, senti o respeito e a admiração dos aficionados, particularmente, daqueles que me seguem e que ao longo dos anos me acompanham corrida após corrida.

FT – Como cenário escolheu a praça de toiros da Nazaré. Por algum motivo especial?
SM –  É uma praça especial para mim. Sempre que actuo na Nazaré, sinto um carinho desmedido de todo o público nazareno, sinto-me verdadeiramente em casa…  Aquela praça tem um ambiente único e de grande apoio aos toureiros. Adoro tourear na Nazaré. É o palco perfeito para sonhar e realizar o meu sonho.

FT  – Actuar em solitário é um desafio exigente. Como é que tem feito a sua preparação?
SM – Sim, é um desafio extremamente exigente. Tenho treinado muito, os dias têm sido intensos, de volta dos cavalos, sempre a corrigir ou a melhorar pormenores. Ou seja, 24 horas sobre 24 horas, com muito afinco e muita ilusão a pensar no próximo Sábado…

FT  – Para a ocasião necessita de uma quadra ampla…
SM – De momento, a minha quadra é um misto de veteranos com novidades. De saída, tenho o “Monforte” (ferro João Moura), “Artista” (Ribeiro da Costa), “Orelhas” (Soagro) e “Ernesto” (Francisco Parreira). De bandarilhas, vou levar o “Alma Viva” (sem ferro), “Sultão” (sem ferro) – um cavalo importantíssimo nas minhas últimas temporadas, que muito me tem dado – tenho também o “Mágico” (Maria Guiomar Cortes Moura), “Amoroso” (sem ferro), “Bolero” (Silva Jerego), “Monforte” (Luís Rouxinol), “Obélix III” (sem ferro) e também o “Atrevido”, um cavalo muito conhecido entre o público. É uma quadra variada em que confio e acredito.

FT - Estão anunciados 6 toiros da Herdade de Camarate. Foi vê-los ao campo? Sabe como está a corrida?
SM – Sim, fui ao campo ver os toiros, e penso que está uma corrida muito equilibrada, que me transmite boas sensações. Espero que invistam e que me ajudem…

FT  – Durante 17 anos foram muitas as pessoas que estiveram ao seu lado.  6 toiros supõe 6 brindes de reconhecimento?
SM – Os seis brindes serão todos especiais, mas seria necessário muitos mais toiros para poder retribuir com brindes a gratidão que tenho por tantas pessoas que me acompanham e apoiam ao longo de tantos anos.

Entrevista conduzida por Catarina Bexiga