sexta-feira, 21 de julho de 2017

LISBOA: ANTÓNIO DEU MAIS “VIDA” À CATEDRAL DO TOUREIO A CAVALO

Lisboa, 20 de Julho 2017
Por: Catarina Bexiga

Fez-se jus ao seu nome: Catedral do Toureio a Cavalo. Como que a homenagear os seus 125 anos de história. Como que a recordar os nomes que ali escreveram as páginas de glórias que nos engrandeceram e catapultaram para o mundo, como os melhores interpretes do Toureio a Cavalo.

António Ribeiro Telles deu “vida” à Catedral, ontem, no segundo da noite. O toiro de Murteira Grave revelou-se exigente logo de saída. Com o “Embuçado”, António apontou duas tiras discretas; mas nos curtos, a lição de Toureio a Cavalo que deu, montado no “Alcochete”, fez-nos encher de satisfação. Aliado ao conhecimento com que preparou as sortes, o “segredo” do triunfo esteve na forma como atacou o toiro, como o provocou no corredor da verdade, como o “encheu” de cavalo – até à fronteira que separa o possível do impossível – para depois receber a investida à espádua e cravar ao estribo. Com risco e emoção. Foram cinco curtos extraordinários! Dos que nos fazem: Gritar. Aplaudir. Levantar.

Todos os toureiros têm o seu espaço. Mas nós, portugueses, não precisamos de “imitar”; não precisamos de “favores”; não precisamos de “idolatrar”. Temos a obrigação de saber valorizar e promover o nosso Toureio a Cavalo. Está na hora de recuperar o tempo perdido… António foi premiado com duas voltas à arena, mas vulgarizadas que estão, merecia lá continuar a agradecer…

Luís Rouxinol teve um grande início de actuação com o terceiro da corrida. Os três compridos que apontou foram sensacionais. Com o “Equus do Zambujal” marcou a diferença e empolgou os aficionados. A actuação veio de mais a menos com a “Viajante” e terminou com um superior par de bandarilhas com o “Antoñete”. No fim, o ganadero foi chamado à arenas (o toiro teve muitas virtudes, mas não só…) e a segunda volta de Rouxinol com  Francisco Graciosa (Amadores de Santarém) foi excessiva. Apenas a merecia o forcado.

Manuel Telles Bastos teve uma actuação com mais querer que poder. Começou com uma sorte de gaiola vibrante com o “Xirico”. O toiro teve as suas dificuldades, e montado no “Diestro”, andou prudente.

Acarinhado pelo público, esta noite foi para Luís Rouxinol Jr. a noite de todos os seus sonhos. De saída quis mostrar as suas intenções. Com o “Aquiles” cravou um grande comprido. De inicio o toiro foi pronto e alegre, mas montado no “Douro”, só a espaços se entendeu com ele.
A noite terminou com as actuações a duo, entre António Telles e Manuel Telles; Rouxinol pai e filho. Entretidas, e pouco mais…

O curro de Murteira Grave marcou o interesse da corrida. Com trapio (condizentes com a categoria da Catedral), encastados e exigentes sobretudo os quatro primeiros. Uma corrida para Toureiros com maiúsculas.

A noite foi dura para os homens da jaqueta de ramagens que se tiveram que agigantar perante as dificuldades. Pelos Amadores de Santarém pegaram Lourenço Ribeiro à 1.ª, Francisco Graciosa também à 1.ª (a pega da temporada até ao momento) e Luís Seabra à 2.ª. Pelos Amadores de Coruche concretizaram Pedro Coelho à 5.ª, Paulo Oliveira à 1.ª e António Tomás dobrou José Marques.