domingo, 8 de abril de 2018

PENSAMENTO DO DIA: UMA QUESTÃO DE CONCEITO…


Por: Catarina Bexiga

Poucos dias depois da nocturna que abriu a temporada na Monumental do Campo Pequeno, encontrei um amigo – também ele apaixonado pelo Toureio a Cavalo – que me confessou o seu desagrado pelo actual estado em que se encontra o toureio montado no nosso país.

Trocámos várias ideias; abordámos o Toureio a Cavalo em Espanha; cada um defendeu, cordialmente, o seu ponto de vista; recordámos, inclusive, actuações de um passado não muito distante, como por exemplo, do João Moura com o “Ferrolho”, do João Telles com o “Atinado”, do Joaquim Bastinhas com o “Xeque-Mate”, do Paulo Caetano com o “Gamão”; do António Telles com o “Gabarito”, do João Salgueiro com o “Herói”, do Rui Salvador com o “Importante”, do Luís Rouxinol com o “Disparate”; entre tantas outras… e de repente constatámos (com muita pena nossa, e lamentando também as imitações) que estamos – com a geração mais nova – em plena caminhada pelo deserto…

Confesso que a nossa maior dificuldade foi encontrar justificação para que a maioria dos nossos cavaleiros não descortinem a realidade e não se preocupem com o seu próprio futuro.

A única “conclusão” a que chegámos: é tudo uma questão de conceito. Porque o Toureio a Cavalo não é apenas “cravar ferros”, o toureio a cavalo dependerá sempre da interpretação de cada toiro; dos terrenos que cada um exige; das distâncias que cada um requer, das querenças que cada um possa demostrar, etc., etc., etc. Depois cada sorte tem o seu valor, mas conseguir “vencer o pitón” e cravar ao estribo é a máxima de todas elas!

Dizem que o comportamento do toiro melhorou, até se inventou o termo “toreabilidad”... Dizem que os cavalos são superioras, com uma habilidade, com uma expressão maiores…
Então, é urgente encontrar o rumo certo…

sexta-feira, 6 de abril de 2018

CAMPO PEQUENO: UM RETRACTO (INFELIZMENTE) REAL!



Por: Catarina Bexiga

A nocturna que inaugurou a temporada 2018 na Monumental do Campo Pequeno reflecte, em parte - grande parte - o actual momento em que se encontra o Toureio a Cavalo em Portugal: muita vistosidade e pouca profundidade. Muitos quiebros e pouca verdade. Muito toureio suplementar e pouco toureio fundamental. Muita vulgaridade e pouca exigência, etc, etc, etc…

A corrida do Dr. António Silva saiu volumosa, com média de peso superior a 600 Kg, mas apenas o terceiro da noite foi um toiro equilibrado nas suas hechuras. Curiosamente, um bom toiro, com fijeza, e a pedir que o toureassem na autêntica asserção da palavra. O primeiro revelou-se fácil; o segundo teve querença junto à porta dos cavaleiros, mas também teve mobilidade; o terceiro foi o melhor do curro; o quatro mostrou-se reservado; o quinto saiu mansote e o sexto foi o de menos jogo.

Quanto ao Toureio a Cavalo que se praticou na Monumental do Campo Pequeno muito ficará para refectir; e o comportamento dos “Silvas” não servem de desculpa… Fernandes andou desacertado no seu primeiro e privilegiou o toureio cambiado com reuniões quase sempre à garupa no segundo. Moura Jr. nunca levantou “voo”. Telles Jr. desperdiçou o terceiro com um toureio vantagista, e os argumentos que apresentou no último não tiveram força para convencer. No entanto, todos deram sorridentes voltas à arena!

Pelos Amadores de Santarém pegaram Francisco Graciosa à terceira tentativa, Lourenço Ribeiro e António Taurino ambos à primeira, em duas boas intercepções. Pelos Amadores de Montemor-o-Novo foram solistas António Vacas de Carvalho à primeira, numa grande pega, João da Câmara à segunda (dobrando Francisco Borges), e Francisco Bissaia Barreto também à primeira, em outra grande intervenção.

Sempre que saiu do Campo Pequeno regresso a casa com a mesma sensação: é o melhor público do mundo (para os toureiros)! A questão é que ir ver tourear, não é a mesma coisa que ir ver um concerto ao Rock in Rio…

Nota: Merece uma palavra de louvor Pedro Reinhardt pela seriedade com que dirigiu o espectáculo.

Foto: Facebook Campo Pequeno

domingo, 11 de março de 2018

REDONDO: ENORME VENTURA!!!

Por: Catarina Bexiga

Hoje só me apetece escrever de Diego Ventura. Impressionante, o poderio com que andou, de saída, montado no “Guadalquivir”. Simplesmente, sensacional! O novilho saiu manso, refugiando-se em tábuas, mas o de Puebla del Rio rapidamente encontrou soluções. Com uma disposição, uma ligação, uma confiança, uns recursos… Com o “Fino”, desafiou o limite, e com o novilho em tábuas, a quiebro, ajustou-se e cravou os curtos de forma assombrosa. Simplesmente, insuperável!

Depois da tarde cumbre de Diego Ventura, tudo o resto soube a pouco; aliás a pouquíssimo mesmo. António Telles esteve correcto. Rui Fernandes praticou um toureio efusivo. Filipe Gonçalves, desacertado. João Moura Jr. insiste em impor o seu conceito a todos os toiros (e nem todos permitem). E a praticante Mara Pimenta, esforçada.

Para além da actuação que assinou, Diego Ventura deixou uma mensagem importante. Reflitam sobre ela! Que o novilho não servia, que não colaborava, que não investia…Desculpas!? Com os “maus” também se triunfa!

No limite da apresentação, os novilhos da Casa Prudêncio revelaram-se mansos.

Pelos Amadores de Évora pegaram José Maria Caeiro e Afonso Malta, ambos à terceira tentativa, e Miguel Direito à segunda. Pelos Amadores do Redondo foram caras Daniel Silva à quarta, João Calado à terceira e Renato Cristo na única pega da tarde concretizada à primeira.

Grande ambiente. Lotação esgotada. E novo zambombazo de Diego Ventura!

Foto: Pedro Batalha

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

PENSAMENTO DO DIA: É PRECISO (TAMBÉM) DAR A CARA PELOS PORTUGUESES!

Por: Catarina Bexiga

Em recente entrevista ao ABC, o rejoneador luso-espanhol Diego Ventura afirmou o seguinte: “ Antes, el rejoneo tenía más pureza en Portugal; ahora, quizá un poco más, en España, gracias a una serie de grandes figuras.

Como aficionada, e apaixonada pelo Toureio a Cavalo, não resisto a fazer as seguintes considerações:

Ponto 1 – É inquestionável o mérito de Diego Ventura: 14 Puertas Grandes em Madrid! 10 Puertas del Príncipe em Sevilha! Atravessa o melhor momento da sua carreira, toureadíssimo, moralizadíssimo, com a ambição a roçar as nuvens... Prepara-se para “competir” com a corrida de Rejoneo da Feira de Sevilha, encerrando-se, no mesmo dia e à mesma hora, com seis toiros em Espartinas; e para a Feira de San Isidro reclama um mano-a-mano com Pablo Hermoso de Mendoza ou seis toiros!

Ponto 2 – Diego Ventura é uma grande Figura do Toureio, mas não tenho (falo por mim) que dizer “amén” a tudo o que o de La Puebla afirma. Fazer entender que agora em Espanha se toureia a cavalo com mais pureza do que em Portugal parece-me absurdo!

Ponto 3 – Sou contra as comparações entre o Toureio a Cavalo em Portugal e Espanha. Têm ambos o seu valor! Têm ambos a sua história! Todavia, estão a atravessar momentos diferentes! E Pablo e Ventura são uma coisa e os restantes nomes, outra… Generalizar é excessivo!

Ponto 4 – Diego Ventura conhece a nossa realidade, conhece as nossas ganadarias, sabe o efeito que produz dois ferros compridos e o que produz dois rojones de castigo; e devia saber que a pureza que em Portugal se pratica é diferente da pseudo-pureza que em Espanha se pratica. Enganar constantemente a investida, desviar constantemente a trajectória do toiro, NUNCA SERÁ PUREZA!  

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

À DESCOBERTA DAS NOVIDADES...


Como profissional, a temporada de 2018 vai ser a primera temporada completa de Luís Rouxinol Jr. É um jovem que, todas as tardes, tem deixado o seu “carimbo” e tem revelado uma determinação e uma ambição que marcam a diferença na sua geração. Preparar cavalos com vista aos futuros compromissos foi o seu trabalho de Inverno. Hoje dados a conhecer as novidades de Rouxinol Jr:


Nome: Girassol
Idade: 6 anos
Raça: Lusitano
Ferro: Alves Dias
Outras informações: Bandarilhas

Opinião do cavaleiro: “É uma novidade na quadra. Penso que o Girassol pode dar um grande contributo, é um cavalo muito expressivo, habilidoso e muito toureiro. Tenho muita fé neste cavalo.”





Nome: Hidalgo
Idade: 5 anos
Raça: Lusitano
Ferro: Luís Rouxinol
Outras informações: Saída

Opinião do cavaleiro: “O Hidalgo é um cavalo com o ferro da casa, filho do Ulisses. Tem muitas parecenças com o pai. Oxalá que atinja o seu nível. De início será utilizado de saída. A sua margem de progressão é grande. É expressivo, tem classe e é lidador. Será estreado no início da temporada.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

À DESCOBERTA DAS NOVIDADES...


Damos hoje continuidade ao trabalho que iniciámos recentemente. A próxima temporada está a ganhar forma, os contratos começam a aparecer; e para Luís Rouxinol - líder do escalafón 2017 - ter cavalos que lhes permitam continuar a manter o ritmo, é uma responsabilidade e, ao mesmo tempo, uma motivação. Hoje apresentamos as duas novidades da quadra de Luís Rouxinol:



Nome: Fenício
Ferro: Sociedade das Silveiras
Raça: Lusitano
Idade: 7 anos
Pelagem: Castanho
Outras informações: Cavalo de bandarilhas


Opinião de Luís Rouxinol: “É um cavalo bastante bonito e com bastante classe. É muito expressivo e habilidoso, é um cavalo muito lidador. Espero apresentá-lo nos primeiros festejos da temporada. Penso que pode vir a ser um cavalo muito importante na minha quadra.”



Nome: Joana
Ferro :Luís Rouxinol
Idade: 4 anos
Raça: Cruzado de Português
Pelagem: Lazã
Outras informações: De saída


Opinião de Luís Rouxinol: “É uma égua que é filha do Dollar. Tem coisas muito semelhantes ao seu pai. É bastante habilidosa e dobra-se muito bem. Deverei apresentá-la em praça em meados da temporada.”