quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O MEU AGRADECIMENTO...

Procuro defender e valorizar a Festa de Toiros, sem pretender o protagonismo ou o reconhecimento; porém a Menção Honrosa (justificada pela forma como me expresso na página Falar de Toiros), atribuída pela Tertúlia Festa Brava, após a temporada 2017, merece o meu sincero agradecimento.
 Catarina Bexiga

FALAR DE TOIROS DISTINGUIDO PELA TERTÚLIA FESTA BRAVA


domingo, 29 de outubro de 2017

AZAMBUJA: COM O “ALTO PATROCÍNIO RENNIE”…

Azambuja, 28 de Outubro 2017
Por: Catarina Bexiga

De novo, quatro horas de tourada. Entre cortesias, homenagens, voltas para todos, etc., etc., etc… Pouco interesse. Pouco ritmo. Pouca noção de tudo. Um enjoo! Começo a achar que não há volta a dar. Os vícios estão instalados. As mentalidades igual. Embora os erros estejam detectados, repetem-se hoje, repetem-se amanhã, repetem-se depois de amanhã. Os aficionados resistentes (cada vez menos) começam a perder a defesa, e o público anda completamente “à deriva”. Acham que um espectáculo com quatro horas de duração, pouco interesse e pouca qualidade, consegue sobreviver?

A actuação de Rui Salvador resultou modesta; Luís Rouxinol andou em “versão popular”; Ana Batista intermitente; Manuel Telles Bastos resoluto; e a praticante Soraia Costa viu-se aflita para encontrar soluções com o pior do curro da Herdade de Camarate. Cinco toiros díspares de apresentação, sem entrega os três primeiros, manso em tábuas o quarto e manso de lei o quinto.

As melhores recordações da longa tarde deixou-as o toureio a pé. De Manuel Dias Gomes, o saludo capotero com que recebeu o exemplar de Calejo Pires e uma serie de naturais, largos e a gosto. De Rui Jardim – que prestava provas para novilheiro praticante – a tranquilidade com que encarou o compromisso com um novilho de João Ramalho, imprimindo ao seu toureio disposição (foi à porta gaiola) e variedade, mas também recursos com que surpreendeu.

A comemorar 50 anos de existência, os Amadores de Azambuja fardaram muitos forcados de várias gerações, oportunidade para pegarem “novos” e “velhos” elementos, numa tarde de convívio, mas também de algumas limitações na hora de se colocarem frente ao toiro.


E passaram quatro horas… Grande enjoo. Uma tourada que bem poderia ter o “Alto Patrocínio Rennier”…

Foto: João Silva / Sol e Sombra

domingo, 22 de outubro de 2017

VILA FRANCA: MAIS UMA LIÇÃO DE VENTURA!

Festival de Homenagem a José Palha
21 de Outubro 2017
Por: Catarina Bexiga

Indiferente ao facto de ser um festival. Indiferente ao facto de ser a última da sua temporada. Diego Ventura chegou à Palha Blanco e disse aos portugueses o que é ser Figura do Toureio! Com uma disposição ímpar. Com um sentido de espectáculo. Com a ambição pelas nuvens. Próprio de Toureiro grande. Montado na “Campina” – com ferro José Palha, uma forma de também recordar o homenageado – recebeu as investidas do Prudêncio com um temple impressionante; depois com o “Roneo” de bandarilhas teve sentido de oportunidade, mantendo alto o nível; e por fim com o “Dolar”, sem cabeçada, nos médios terminou com um par de bandarilhas. Acabou com o quadro!

Os restantes, ficaram a olhar… João Moura andou voluntarioso; António Telles veio a mais na parte final da actuação; Filipe Gonçalves exuberante; Duarte Pinto discreto; e a actuação de Francisco Palha centrou-se no segundo curto, com o toiro nas tábuas, arriscou… e cravou um grande ferro.

Excepção ao último, que descaiu insistentemente para tábuas, o curro de Prudêncio teve as virtudes mais apreciadas pelos cavaleiros. Mexeram-se, sem incomodar. O lidado em terceiro lugar foi o que teve melhores hechuras e que no fim levou o ganadero a dar volta à arena com o rejoneador de Puebla del Rio.

Pelos Amadores de Santarém pegaram David Inácio à terceira, Fernando Montoya à primeira e António Taurino também à primeira. Pelos Amadores de Vila Franca de Xira concretizaram Pedro Silva, Guilherme Dotti e Diogo Conde, todos à primeira, como afirmação da nova geração de forcados vila-franquenses.  

Foto: Pedro Batalha

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

2.ª DE VILA FRANCA: A RESPOSTA DE NUNO CASQUINHA…

Vila Franca de Xira, 5 de Outubro 2017
Por: Catarina Bexiga

Troca de toiros para a corrida. Alteração do horário da mesma… Tudo parecia (novamente) enguiçado! Prefiro ficar com as melhores recordações… Move-me a paixão pela Festa de Toiros e motiva-me escrever o que, na arena, repito na arena, acontece de importante. Vou começar por aí... 

A carreira de Nuno Casquinha está recheada de mérito. De resistência. De persistência. Radicado no Perú, onde lhe têm “aberto as portas”, chegou à sua terra natal com uma mensagem. A de se afirmar! Um toureiro cuajado. Um toureiro moralizado. De capote recebeu superiormente ambos os toiros de Pontes Dias. Com o seu primeiro – nobre, o melhor dos quatro destinados ao toureio a pé – desenhou magníficos Derechazos, dois de cada vez, porque logo o toiro tardava a investir. Com o seu segundo, um toiro que lhe pediu o “carnet”, Casquinha ligou naturais extraordinários e, com muita firmeza, aguentou as investidas bruscas pelo pitón oposto. Atitude a rodos!

Juan Leal sorteou dois toiros sem classe. O primeiro sem raça, sem recorrido; e o segundo (o sobrero) sem opções. O esforço que fez foi inglório.

À semelhança da história de outras tardes, os homens de prata voltaram a brilhar. João Pedro e João Oliveira na quadrilha de Juan Leal; e Pedro Gonçalves que foi convidado por Nuno Casquinha a partilhar consigo o tercio de bandarilhas do último.   

A cavalo, Ana Batista esteve “valente como as armas” com o Grave que lidou a sós. Discordo da opinião de alguns aficionados, que aplaudiram o toiro, e de João Cantinho, que premiou o ganadero com volta à arena. O toiro saiu a orientar-se, a adiantar-se, a querer ganhar terreno, a medir, a apertar para a querença natural, mas como teve agressividade nas investidas acharam-no bravo. São opiniões! A cavaleira de Salvaterra de Magos aguentou-lhe os arreões, esteve desembaraçadíssima e veio a mais com o decorrer da actuação.

Francisco Palha continua no plano da intermitência. O seu Grave foi mais dócil, mas as vezes que passa em falso, contrastam com as boas intenções que também manifesta.

A actuação a duo (com um toiro de Passanha) entre ambos os cavaleiros deixou pouco para recordar.

Pelos Amadores de Vila Franca de Xira pegaram Guilherme Dotti à primeira, a recuar e a aguentar a investida superiormente; Francisco Faria que dobrou David Moreira fez uma grande pega com uma grande primeira-ajuda; e a encerrar Vasco Pereira à segunda, mas a manter o nível alto do grupo.  

Esta foi uma Feira de Outubro atípica. Marcada pelo descontentamento por parte dos aficionados vilafranquenses…

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

1.ª DE VILA FRANCA: ESTE É O CAMINHO PARA O FIM…

Vila Franca de Xira, 3 de Outubro 2017
Por: Catarina Bexiga

Este é o caminho para o fim… a desilusão, o descrédito, o desprezo. Se não mudarem de estratégia … Este é o caminho para o fim! A Festa de Toiros jamais sobrevive se não a cuidarem na arena. A principal forma de a defender. Pelo contrário, deixa de ter interesse; deixa de ter público; deixa de ser sustentável!

A corrida de Santa Maria escolhida para a nocturna de Terça-feira na Palha Blanco resumiu-se a três toiros do ferro anunciado e outros três de Passanha. Um curro pessimamente apresentado, que motivou muitos assobios, muitos protestos, enorme desagrado! Quando para um empresário, o toiro perde protagonismo; o empresário também perde importância. Para mais, Paulo Pessoa de Carvalho tem a obrigação de conhecer o exigente público de Vila Franca. Não o perdoaram! Com todo o respeito que merecem as respectivas localidades, ser empresário da Palha Blanco é diferente de montar “touradas” em Vinhais, Morais e outras terras mais…

O clima na Palha Blanco chegou mesmo a aquecer, o que “regulou” o rumo dos acontecimentos… António Ribeiro Telles (colhido no seu primeiro, sem consequências de maior) teve uma passagem discreta pela Palha Blanco. Manuel Telles Bastos assinou duas actuações de paupérrimo conteúdo. E João Telles Jr. abreviou com o terceiro da ordem (um toiro malissimamente apresentado, com o qual o público se revoltou) e andou animoso no último.

Em noite de homenagem a José Carlos de Matos (cabo do grupo de 1973 a 1982) pegaram pelos Amadores de Vila Franca de Xira: Ricardo Castelo à segunda tentativa, Márcio Francisco à primeira, Tiago Oliveira (Salsa) à primeira em noite de despedida, Francisco Faria à primeira com uma superior primeira-ajuda, Vasco Pereira à primeira e Rui Godinho também à primeira.

Uma noite para reflectir!