segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

PENSAMENTO DO DIA…

Por: Catarina Bexiga


Guio-me pela teoria, de que a melhor defesa da Festa de Toiros está na arena, porque uma Festa com “grandes actuações”,  com “grandes acontecimentos, com “grandes recordações”; torna-se facilmente, uma Festa consistente, com poder e com futuro… e com muitos Anticorpos.
Há cerca de um ano, o periodista António Lorca escreveu, no jornal El País, um artigo que me ficou gravada na cabeça e que, no decorrer da temporada passada em Portugal, se me reavivou e inquietou. Com a época 2018 a chegar, esperemos que as suas palavras (com fundo de verdade, por isso mesmo preocupantes) definam um período curto da história do toureio. E que a solução seja encontrada…

“El aficionado exigente es un enemigo a batir; la seriedad, un valor retrógrado.”


“La Fiesta de los Toros no tiene más que una solución y es la seriedad, fuente de la emoción, baluarte indispensable para su mantenimiento en el tiempo.”

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

O MEU AGRADECIMENTO...

Procuro defender e valorizar a Festa de Toiros, sem pretender o protagonismo ou o reconhecimento; porém a Menção Honrosa (justificada pela forma como me expresso na página Falar de Toiros), atribuída pela Tertúlia Festa Brava, após a temporada 2017, merece o meu sincero agradecimento.
 Catarina Bexiga

FALAR DE TOIROS DISTINGUIDO PELA TERTÚLIA FESTA BRAVA


domingo, 29 de outubro de 2017

AZAMBUJA: COM O “ALTO PATROCÍNIO RENNIE”…

Azambuja, 28 de Outubro 2017
Por: Catarina Bexiga

De novo, quatro horas de tourada. Entre cortesias, homenagens, voltas para todos, etc., etc., etc… Pouco interesse. Pouco ritmo. Pouca noção de tudo. Um enjoo! Começo a achar que não há volta a dar. Os vícios estão instalados. As mentalidades igual. Embora os erros estejam detectados, repetem-se hoje, repetem-se amanhã, repetem-se depois de amanhã. Os aficionados resistentes (cada vez menos) começam a perder a defesa, e o público anda completamente “à deriva”. Acham que um espectáculo com quatro horas de duração, pouco interesse e pouca qualidade, consegue sobreviver?

A actuação de Rui Salvador resultou modesta; Luís Rouxinol andou em “versão popular”; Ana Batista intermitente; Manuel Telles Bastos resoluto; e a praticante Soraia Costa viu-se aflita para encontrar soluções com o pior do curro da Herdade de Camarate. Cinco toiros díspares de apresentação, sem entrega os três primeiros, manso em tábuas o quarto e manso de lei o quinto.

As melhores recordações da longa tarde deixou-as o toureio a pé. De Manuel Dias Gomes, o saludo capotero com que recebeu o exemplar de Calejo Pires e uma serie de naturais, largos e a gosto. De Rui Jardim – que prestava provas para novilheiro praticante – a tranquilidade com que encarou o compromisso com um novilho de João Ramalho, imprimindo ao seu toureio disposição (foi à porta gaiola) e variedade, mas também recursos com que surpreendeu.

A comemorar 50 anos de existência, os Amadores de Azambuja fardaram muitos forcados de várias gerações, oportunidade para pegarem “novos” e “velhos” elementos, numa tarde de convívio, mas também de algumas limitações na hora de se colocarem frente ao toiro.


E passaram quatro horas… Grande enjoo. Uma tourada que bem poderia ter o “Alto Patrocínio Rennier”…

Foto: João Silva / Sol e Sombra